quinta-feira, 4 de março de 2010
TRABALHOS REALIZADOS EM 2008/2010
ARTISTIC PAVEMENT STONE

It was made on the sidewalk, mostly in roads that connected the empire. It was also the sidewalk brightens the interiors of the palaces and houses, with magnificent tiles. Later, the Arabs also left us an enormous legacy in the art of paving. The first indications of constructed roads date back to 4000 BC who were mostly stone paved streets at Ur in modern-day Iraq and timber roads preserved in a swamp in Glastonbury, England.
The road builders of the late 1800´s depended solely on stone, gravel and sand for new century constructions. Water would be used as a binder to give some unity to the road surface.
In our days is the cement that blind all the structure of the pavement stoned.
In Portugal, the sidewalk suffering a major boost after the Renaissance and especially with the reconstruction of Lisbon after the earthquake of 1755´s.
The Portuguese cobblestone is a traditional form of treatment in urban space, taking genuine aesthetic value, certainly is regarded as a true manifestation of national culture. This traditional form of artistic covering of walkway remains a key element of our urban landscape, with a growing demand in recent decades, both in public and in private buildings.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
FAJÃ DOS CUBRES

Fotos de Paulo Teixeira e Miguel Gouveia
Hoje vou-vos deixar com um dos trabalhos que fiz neste verão de 2008, de certeza um dos mais gratificantes, se não o mais, que fiz ao longo destes anos, e por vários aspectos distintos: técnicos, paisagísticos, sociais e emocionais.
É o calcetamento do largo da Fajã dos Cubres, na espectacular ilha de São Jorge, Açores.
Trabalhar numa fajã, que só por si já é um motivo de prazer, envolto numa verde paisagem deslumbrante entre mar e arribas na ordem dos 700 metros de altitude, não acontece sempre. Desfrutar da paisagem e do meio natural que nos rodeia enquanto trabalhamos é um tempero saboroso para a alma.
O tipo de trabalho a realizar, a recuperação da zona pedonal no largo e ao redor da igreja, dando um novo impacto visual a um espaço que já carecia de um aspecto renovado, e a forma de execução de calçada que foi utilizada, em basalto, uma nova forma de aplicação de leques utilizado pela primeira vez em Portugal, ao qual chamo “coquilles”, forneceu a todos que colaboraram, uma carga emocional forte e uma fonte de satisfação durante a execução da requalificação do espaço. Podem-se observar as melhorias na foto.
Foi ainda para mim uma vivência agradável, quer o constante convívio com a boa gente desta terra, quer com transeuntes e com turistas vindos de toda a parte, dado o natural interesse despertado pelas gentes na observação da execução dos trabalhos artísticos em pedra natural. Visto não ser este o tipo de revestimento de chãos mais comum nas terras de onde são oriundos , foi origem de uma sociabilização e intercâmbio cultural entre nós, dada a sua natural curiosidade em saber mais pormenores.
Apesar de já me ser usual, a componente artística da obra continua a ser uma referência a salientar.
São estes os factores que fazem com que o calcetamento do largo da Fajã dos Cubres seja indelevelmente dos trabalhos que mais gostei de fazer!
domingo, 21 de setembro de 2008
MAISON EN FRANCE

" D'une habitation ordinaire et sans prétention, La Calcada Portuguesa fait une maison dont l'entrée est particulièrement remarquée. Les visiteurs découvrent la cour avec admiration pour le travail réalisé. L'espace est magnifié, agrandi et c'est l'ensemble de la maison qui est mis en valeur.
Lorsque le client a fait son choix de pierres, de coloris et de motifs, le travail de pose commence.
L'artisan défini les contours de l'ouvrage , réalise un rebord cimenté ou deux pavés côte à côte donnent le niveau définitif du travail et assurent la stabilité totale.
Il se représente mentalement l'ouvrage terminé afin d'envisager chaque motif et partie en harmonie avec la totalité de la surface. les pavés sont alors déposés manuellement sur un lit de sable, à partir du rebord externe, et selon le choix de décor du client. La réalisation prend vie à chaque rangée de pavés posés.
Ainsi couleurs et formes déroulent peu à peu le tapis imaginé, jusqu'au centre du décor.
Après compactage, l'étape finale consiste en la réalisation de joints de ciment et sable, donnant l'aspect définitif et uniforme de l'ouvrage mais également une grande solidité permettant le passage de voitures. De plus, les pavages en Calcadas Portuguesas sont inaccessilbles aux herbes.
L'éventail des possibilités est à la hauteur de l'imagination du client.
La composante artistique et la personnalisation totale des ouvrages réalisés soulignent la noblesse de cet art.
La Calçada Portuguesa distingue l'espace qu'elle compose, de tout autre espace, par sa beauté naturelle et la palette infinie de décors possibles, extérieurs ou intérieurs.
L'implication de l'artisan, sa volonté de traduire les désirs du client, la précision de ses gestes et sa passion palpable pour son art, induisent un regard emprunt de respect pour l'homme et pour l' espace magnifié qui a pris vie entre ses mains.
Au delà de la découverte d'un art étonnant, il s'agit d'un vrai partage de culture lorsque l'on confie sa demeure au savoir-faire portugais de "Miguel et son equipe."
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
TAPETE PÉTREO

A arte emerge detrás de lhe dar forma.
Começa de um nada aparente,
um nada já dentro da gente.
Não digas nada,
observa apenas!
Desenho que adquire um traço sublime,
à medida que se desenvolve
com a força das veias no martelo
que define a talha do corte.
De sentido de dá o jeito,
a cada pedra que surge
um toque lhanez,
singular em sua forma;
Sem par, numa outra encaixa.
Prossegue o calceteiro na dança,
surge o entrelaçando pedrês.
De brisa no rosto
segue avante o tapete pétreo,
persistirá imutável às memórias das gentes.
A pedra nasceu em bruto
Para mim é apenas fruto
Não digas nada, observa apenas…
Poema e Fotografia de Miguel Gouveia
LE COQ

Cet art séduit de plus en plus hors des frontières de son propre berceau. La mosaïque de rue fait partie du patrimoine Portugais . Elle est une composante esthétique majeure du paysage, une constante urbanistique témoin des racines de ce savoir-faire.
La pierre, substance originelle de cet art, est extraite des montagnes centrales du Portugal, ou du massif de l’Algarve, au sud du pays. Après extraction mécanique, la main de l’homme va tailler jusqu’à la dimension souhaitée, généralement 6cms X 6cms.
Aux pavés de calcaire blanc, noir ou rose, viennent s’associer les pavés de granit, camaïeux de blanc et gris ou de blanc et rose, offrant ainsi une palette colorée diversifiée.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
OS CALCETEIROS DE LISBOA

Mas, depois duns dias de aguaceiros,
Vibra uma imensa claridade crua.
De cócoras, em linha, os calceteiros,
Com lentidão, terrosos e grosseiros,
Calçam de lado a lado a longa rua. "
in Cristalizações, Cesário Verde
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
EXPRESSÃO ARTÍSTICA SOBRE OS CALCETEIROS

Faço arte meus amigos
Ouçam isto que vos digo
A pedra nasceu em bruto
Para mim é apenas fruto
Les Casseurs de Pierres, 1849 (Os Calceteiros) .
Gustave Courbet (1819-1877)
O movimento realista surgiu na França entre 1850 e 1880, e estendeu-se pela Europa e demais continentes. O mesmo representou o repudio ao artificialismo da arte neoclássica e da arte romântica. Os artistas realistas retratavam a realidade física do mundo por meio da objetividade científica e crua, abordando temas da vida cotidiana e paisagens impregnadas por um teor critico, socioeconômico e também político, colocando em questão a nobreza de temas da arte oficial.
Segundo Oscar Lopes a tela Les casseurs de pierre de Courbet, serviu de modelo para os calceteiros de cristalizações, tema que desenvolverei em breve.
ORIGEM DA CALÇADA PORTUGUESA

"A chamada "calçada portuguesa", conforme a conhecemos, em calcário branco e negro, foi empregada pela primeira vez em Lisboa no ano de 1842, por presidiários, então chamados "grilhetas".
A iniciativa partiu do Governador de Armas do Castelo de S. Jorge, Tenente-general Eusébio Cândido Furtado. O desenho foi uma aplicação simples, tipo zig-zag. Para a época foi uma obra de certa forma insólita que motivou versos satíricos dos cronistas portugueses e levou o escritor Almeida Garret a mencioná-la no romance O Arco de Sant'Anna.
O sucesso foi tanto que proporcionou ao Tenente-general novas verbas para pavimentar toda a área do Rossio - seguramente a região mais conhecida, mais central de Lisboa - numa extensão de 8.712 metros quadrados.
Logo, a pavimentação se espalhou por toda a cidade e pelo país. As jazidas estavam disponíveis nos maciços na periferia da capital portuguesa.A preferência pelas pedras confere uma espécie de actualização ao uso comum, até pouco antes, de seixos nos átrios das casas, dos conventos e palácios.
Fonte: http://mosaicosdobrasil.tripod.com/id4.html"OS CALCETEIROS" DE DREBET REPRODUZIDOS EM ARTE PICTÓRICA

Os principais museus do mundo estão preocupados em garantir o acesso à arte pictórica para pessoas cegas ou com reduzida acuidade visual.
Achei interessante o trabalho que a artista plástica brasileira Laura Chagas está a desenvolver, para o Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto (Cepre) da Faculdade de Ciências Médicas.
“A idéia inicial que eu acalentava era produzir um livro com ilustrações táteis para os deficientes visuais". Afirma Laura Chagas. “À medida que o trabalho se foi desenrolando foram surgindo novas ideis até ao resultado actual. Não se trata de uma tradução das obras – o que seria impossível – e nem de uma adaptação, mas de uma mediação. Fornecer aos deficientes visuais uma noção das obras.”, esclarece Laura Chagas. Como o objetivo é possibilitar este contato desde a infância, a autora optou por utilizar materiais baratos e técnicas simples, reprodutíveis e acessíveis a todos.
Do francês Jean Baptiste Debret, que pintou o Brasil do século XIX, Laura escolheu a aguarela Calceteiros, que retrata o trabalho escravo numa praça do Rio de Janeiro. A pintura é cheia de detalhes, que a artista representou apenas com os dois escravos do primeiro plano. Para isso, utilizou a chamada borracha “eva” (etil vinil acetato), que por suas cores, facilidade de manuseamento, limpeza e durabilidade transformou-se em bom material para trabalhos artesanais e escolares. Ela afirma que poderia representar também as cenas de fundo, separando-as em camadas e trabalhando cada uma delas em pranchas. Outra possibilidade seria simplesmente descrever todas as cenas do quadro, como fazem alguns museus, o que a artista considera demasiado enfadonho quando a proposta é permitir às crianças um contato com a obra.
Os trabalhos de Laura apresentam tamanhos que facilitam o contacto manual e a reprodução de detalhes, sem que se atenham às dimensões originais. Ela observa que a tela de Debret, por exemplo, não mede mais do que um palmo de largura, ao passo que outras de menor dimensão podem ficar razoavelmente grandes. Frisando que procurou sempre soluções simples e com materiais baratos e acessíveis, Laura informa que os trabalhos similares em museus são muito mais sofisticados, como pranchas em resina, apropriadas para higienização depois de manuseadas por um número grande de visitantes.
POEMA AO CALCETEIRO
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
EMPEDRADOS GRANADINOS
Hoje vou dedicar o tema a um tipo de empedrado artístico, igualmente belo como a calçada portuguesa, e que de certa forma com ela rivaliza em termos estécticos e artísticos, principalmente no sul de Espanha.O que caracteriza um empedrado granadino?

Ora vejam o rol !.....
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
MONUMENTO AO CALCETEIRO EM LISBOA
Fotografia de Dias dos Reis
Em bronze e realizado em tamanho real, o monumento é composto por duas figuras, que ficam enquadradas por uma demonstração na calçada de uma barca de S. Vicente, símbolo da cidade de Lisboa. Na foto acima, não se visualiza o segundo elemento deste conjunto (o batedor), porque se encontra em restauro depois de vandalizado pelos energúmenos do costume.
sábado, 17 de novembro de 2007
EXECUÇÃO DE TRABALHO ARTÍSTICO

EXECUÇÃO LEQUES EM GRANITO_ESCÓCIA

Deixo dois exemplo de trabalhos que lá fiz, um deles para o sultão do Brunei.
APRENDIZAGEM

Minhas caras alunas/os , bem vindos ao meu blogue, dedicado à calçada portuguesa!
Um espaço que se pretende de debate alargadoo sobre o tema, aberto a todos, onde naturalmente podem e devem participar.
Quem é que ainda se lembra deste dia? No início da aprendizagem.... Já foi há algum tempo não?...
Qual de vós diria neste dia, vir a saber o que hoje já sabem hoje?
Lenda da Calçada de Alpajares ou Calçada do Diabo
Fi-lo em Janeiro de 2006 envolto numa paisagem sem explicação!!!
Lendas à parte, a realidade histórica da referida calçada é bem diferente, afinal não passa de uma calçada romana, mais uma entre muitas, esta com a particularidade de ao longo dos tempos, e ainda hoje, ter despertado o imaginário colectivo das populações locais. Afinal, coisas do diabo sempre houveram, até calçadas....
Segundo o IPPAR «foi classificada em 1977 como "Imóvel de Interesse Público", a "Calçada de Alpajares", ou "Calçada dos Mouros", como será mais conhecida localmente, integrava a via romana de carácter secundário que atravessava o rio Douro (nas imediações da localidade de Barca de Alva) e a ribeira do Mosteiro, até chegar ao planalto mirandês. Actualmente, remanescem apenas alguns dos seus troços originais, visíveis perto da convergência das ribeiras da Brita e do Mosteiro, a partir da qual se prolonga pela encosta de Alpajares de forma ziguezagueante, até chegar ao muralhado do povoado de São Paulo, edificado na Idade do Ferro no cimo de um espigão sobranceiro àquelas mesmas ribeiras, com testemunhos ocupacionais dos períodos romano e medieval. E terá sido, na verdade, a excelente implantação estratégica deste Castro que subjazeu à sua eleição por parte do poder romano, que assim fez confluir para a sua fortificação a calçada, tão necessária a uma célere movimentação dos seus diversos elementos constituintes.
Estruturada ao longo de cerca de oitocentos metros em lajes afeiçoadas em xisto e seixos de pequena dimensão, a calçada possui degraus intercalados com certa regularidade, entre três a quatro metros, apresentando-se, ainda, reforçada com uma parede lateral na zona em que o declive da encosta se revela mais acentuado, designadamente nas curvas do traçado da via, que, tal como sucedeu com o Castro (vide supra), acabaria por ser reutilizado ao longo dos tempos, a atestar, no fundo, a pertinência da sua localização e a relativa abundância de recursos naturais imprescindíveis à normal subsistência das comunidades humanas de modo, mais ou menos, ininterrupto.»
OS MEUS TRABALHOS
Sem sombra de duvida o que me deu mais "pica" fazer, e ao qual dou especial destaque nas fotos, sem menosprezo por nenhum dos outros, foi o brasão da simpática vila da Calheta, na ilha de S.Jorge, Açores. Local fantástico onde passei um ano maravilhoso da minha vida, profissional e emocionalmente, culminado com a realização desse mesmo trabalho!
Ora vejam o rol !...







